Quem nunca sentiu dor nas articulações? Esse tipo de problema é extremamente comum e afeta todas as faixas etárias. É claro que os mais velhos costumam procurar o médico, inclusive em clínicas reumatológicas, com maior frequência. Mas os jovens também reclamam do problema, que muitas vezes indica condições crônicas.
Mesmo assim, muitos sentem dificuldade em diferenciar uma dor nas articulações momentânea de uma que seja um verdadeiro sinal de perigo. Para conseguir entender mais sobre o assunto trouxemos um guia com as oito principais causas de dor nas juntas. Continue lendo para conhecer cada uma delas!
Outros sintomas associados à dor nas articulações
A dor nas articulações nem sempre surge sozinha. É comum estar associada a outros sintomas, que vão variar conforme o paciente e o tipo de problema. Entretanto, apresentar algum desses outros incômodos serve como sinal de alerta para que o paciente busque ajuda médica o mais rápido possível:
- Inchaço;
- Vermelhidão;
- Sensação de queimação na articulação;
- Febre;
- Suor em excesso;
- Perda de peso;
- Lesões em áreas como boca, nariz e genitais;
- Erupções cutâneas;
- Rigidez articular e dificuldades de movimentação;
- Ruídos nas articulações.

O que causa dor nas articulações?
Para entender a causa da dor nas articulações é preciso antes compreender que estas são locais de junção de estruturas ósseas e tecidos moles, como tendões e ligamentos. Para conseguir manter a estabilidade, todo o sistema musculoesquelético precisa trabalhar em conjunto. É isso que garante que durante a maior parte da vida as pessoas consigam se mexer.
Algumas vezes, no entanto, falhas e até lesões no sistema podem causar dores bastante debilitantes. As causas variam, desde uma lesão causada por queda ou impacto, até doenças consideradas como reumatismo. Entenda abaixo.
1. Artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma das principais causas de dor nas articulações para os reumatologistas. Ainda não se sabe exatamente qual é sua origem, já que é uma doença autoimune. Pacientes com o problema crônico sofrem com o ataque das células do sistema de defesa do corpo às estruturas articulares.
As pessoas mais atingidas pela doença são as mulheres acima dos 50 anos. Por isso, estima-se que existam fatores hormonais ligados à doença. Outros gatilhos para seu aparecimento podem incluir fatores ambientais e consumo de tabaco ou álcool.
Em momentos de crise da doença, a articulação atingida adquire todos os sinais comuns de inflamação, como:
- Vermelhidão e inchaço local;
- Rigidez logo após acordar;
- Nódulos reumatóides, “caroços” que aparecem próximos à articulação;
- Fadiga;
- Febre;
- Perda de peso.
Por ser crônica, a doença precisa de acompanhamento com o reumatologista e tratamento para controle. O objetivo é sempre conter a dor e garantir a maior qualidade de vida possível ao paciente.
2. Gota
Em alguns indivíduos o ácido úrico, que geralmente é expelido pela urina, causa dor quando acumula-se nas articulações formando cristais. A gota é mais comum em homens de meia idade e mulheres após a menopausa. Mesmo assim, pode ocorrer em indivíduos antes dos 30 anos, quando costuma manifestar-se com sintomas mais graves.
Os níveis de ácido úrico aumentam por diversos motivos, incluindo:
- Menor eliminação do ácido pelos rins ou sistema gastrointestinal, geralmente resultado de doenças renais;
- Excesso no consumo de alimentos ricos em purina (como frituras e carnes) e bebidas alcoólicas;
- Produção excessiva de ácido úrico.
Muitos pacientes deixam de eliminar o ácido úrico por doenças genéticas ou como resultado do consumo de alguns medicamentos. O envenenamento por chumbo também prejudica a função renal, podendo levar ao surgimento da gota.
Pacientes experimentam crises caracterizadas por dor na articulação afetada, especialmente durante a noite. A dor evolui rapidamente e torna-se extrema, ficando também bastante sensível ao movimento e toque. Alguns sintomas inespecíficos aparecem em alguns, mas não todos os casos, incluindo:
- Febre;
- Mal-estar geral;
- Calafrios;
- Taquicardia.
3. Espondilite (no caso de dor nas costas)
A espondilite anquilosante é uma inflamação que atinge as partes moles da coluna vertebral, provocando dor nas costas, e outras grandes articulações, como quadril e ombro. Ela diferencia-se de outras condições por causar dores que evoluem lentamente combinadas com rigidez matinal. O quadro persiste por pelo menos três meses e muitas vezes melhora durante o movimento ou atividade física.
Apesar de não possuir cura, a espondilite possui tratamento precoce. Quando diagnosticada cedo, o paciente consegue controlá-la e prevenir avanço dos danos às articulações da coluna.
Inicialmente, a doença causa dor nas nádegas que não costuma gerar alerta. Pacientes começam a preocupar-se quando o incômodo irradia para a coluna. Isso acontece porque a inflamação tem origem na articulação sacroilíaca, mais tarde afetando outras regiões da coluna.

4. O lúpus eritematoso sistêmico como causa de dor nas articulações
Como percebemos em tópicos anteriores, doenças autoimunes são causas comuns de dor nas articulações. O lúpus é uma delas, acometendo diversos órgãos e articulações de maneira lenta ou rápida, dependendo da manifestação da doença.
Pacientes com a condição podem apresentar dor em diversas articulações, assim como sintomas inespecíficos, como:
- Febre;
- Emagrecimento;
- Perda de apetite;
- Desânimo;
- Fraqueza.
Apesar de poder ocorrer em qualquer pessoa, ele é mais comum em mulheres entre 20 e 45 anos. O maior fator de influência é a herança genética. Portanto, pessoas com familiares que possuem lúpus têm maior chance de desenvolver o problema.
Após o diagnóstico o paciente deve iniciar o tratamento que tem como objetivo controlar a doença. Ela é crônica e não possui cura, mas muitos passam por longos períodos de remissão quando a condição permanece assintomática, permitindo ao indivíduo uma vida normal.
5. A fibromialgia como causa de dor nas articulações
Quem possui fibromialgia apresenta múltiplos pontos de dor no corpo, não apenas dor nas articulações, mas sem qualquer tipo de lesão associada. Por isso, ela é de difícil diagnóstico, já que boa parte das pessoas passa por diversos profissionais antes de chegar ao reumatologista.
Além da dor, pacientes apresentam sintomas, como:
- Distúrbios do sono;
- Fadiga;
- Distúrbios intestinais;
- Depressão;
- Ansiedade.
A condição é muito mais comum em mulheres, mas sua causa não é conhecida. Assim como ocorre com outras condições reumatológicas, não existe cura, mas sim um tratamento que alivia os sintomas.
Reumatologistas fazem uma combinação de medicamentos para diminuir a dor com mudanças de hábitos e tratamentos multidisciplinares a fim de tratar as mais diversas manifestações da doença. Ademais, pacientes também precisam tratar condições psicológicas relacionadas, como ansiedade e depressão, que podem prejudicar os resultados.
6. Osteoartrite (artrose)
Essa doença, popularmente conhecida como artrose, é um dos reumatismos mais frequentes. Ela causa o desgaste anormal da cartilagem que recobre as articulações, aumentando o atrito durante o movimento. As articulações mais acometidas incluem:
- Mãos;
- Joelhos;
- Quadril.
A doença está relacionada a fatores do envelhecimento e costuma atingir pessoas da terceira idade. No entanto, é possível que jovens também desenvolvam o problema. Por isso, é importante buscar o reumatologista ao perceber dor profunda em articulações que suportam peso.
Conforme a doença progride, a articulação perde sua mobilidade e pode sofrer desgaste anormal. Em casos mais graves, é necessário realizar intervenção cirúrgica para conseguir manter o movimento.
7. Lesões
Existem dois tipos de lesões comuns que causam dor nas articulações: por trauma e por estresse ou overuse. As do tipo traumático ocorrem quando um impacto atinge a articulação direta ou indiretamente. São comuns após quedas ou impactos durante a prática esportiva e variam de gravidade.
Já as por estresse (overuse) surgem após uso excessivo de uma articulação. Elas são reumatismos conhecidos por LERs, lesões por esforço repetitivo e ocorrem com bastante frequência em trabalhadores que realizam movimentos repetitivos em sua rotina de trabalho, como digitar ou operar máquinas. Também podem surgir em atletas por causa de regimes de treino que sobrecarregam uma articulação.
8.Bursite
Há em nossas articulações uma pequena bolsa com um líquido, responsável por gerar amortecimento e facilitar a interação entre as diversas estruturas que se encontram em uma articulação, como tendões, ligamentos, músculos, pele e ossos.
Essa bolsa é chamada de bursa e em alguns casos ela pode inflamar, causando dor, inchaço, sensação de formigamento e dificuldades para mover o membro afetado. Essa condição é chamada de bursite.
Felizmente há tratamentos eficazes para o problema, que levam à recuperação total do local. Os reumatologistas podem receitar anti-inflamatórios a serem administrados por um período entre 7 e 14 dias. Também é importante que o paciente passe por sessões de fisioterapia, evitando o travamento da articulação e recuperando sua movimentação natural.

9. Tendinite causa dor nas articulações
A tendinite é uma doença geralmente temporária que causa dor nas articulações. Ela é caracterizada pela inflamação dos tendões, que são as estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e transmitir a contração muscular.
O problema pode ocorrer em qualquer tendão do corpo, mas é mais comum em articulações menores e de grande movimento, como tornozelos, pés, ombros, cotovelos, mãos e punhos. A doença muitas vezes está relacionada ao afastamento de profissionais do trabalho, desenvolvendo-se principalmente devido a esforços repetitivos.
O problema afeta com mais frequência pianistas, jogadores de tênis e vôlei, dançarinos e profissionais da informática. O paciente se queixa de dor, dificuldades para fazer certos movimentos e inchaço no local.
É importante procurar atendimento médico para que a condição não se torne crônica e incapacite o indivíduo. Durante a consulta, o especialista realiza o diagnóstico após uma combinação de exame físico, análise do histórico pessoal e exames de imagem, como radiografia e ressonância magnética.
O tratamento mais comum envolve a administração de anti-inflamatórios, realização de fisioterapia e até a imobilização da região até a recuperação da estrutura.
10. Polimialgia reumática causa dor nas articulações
A polimialgia reumática é uma doença caracterizada por inflamações das articulações do pescoço, ombros e quadris. O problema se desenvolve principalmente em pessoas acima dos 50 anos, tendo como principais sintomas dor nas articulações e rigidez, incapacitando o paciente em alguns casos. Outros sintomas associados são:
- Febre baixa;
- Depressão;
- Perda de peso;
- Fadiga.
A doença é duas vezes mais comum em mulheres do que homens e, apesar de estar ligada ao processo de envelhecimento, suas causas ainda não foram totalmente esclarecidas.
Para o diagnóstico, o reumatologista irá analisar sobretudo o histórico do paciente e os sintomas descritos, mas exames laboratoriais podem ser usados como auxílio e ajudam a descartar outras condições.
Durante o tratamento o objetivo principal é reduzir os sintomas, o que geralmente ocorre com o uso prolongado de medicamentos, como a prednisona. Seu uso deve ser feito nas dosagens exatas para minimizar qualquer efeito colateral. Além disso, o especialista pode reduzir as doses progressivamente.
11. Síndrome do túnel do carpo
Essa síndrome surge quando há uma compressão do nervo mediano no canal do carpo, uma estrutura entre a mão e o cotovelo por onde também passam os tendões flexores.
Quando há alterações nessa região, o nervo mediano começa a ser pressionado, o que provoca dor nas articulações, formigamento e dormência, principalmente na região da mão. Com o tempo, fica mais difícil executar movimentos que exigem maior precisão, como fechar os botões da camisa, colocar a linha em uma agulha e digitar.
A principal causa do problema é a L.E.R. – Lesão do Esforço Repetitivo, mas a síndrome também pode surgir devido a traumas, tumores, artrite reumatoide, uso de certos medicamentos e questões hormonais.
O diagnóstico ocorre por meio de testes físicos que ajudam a definir se o nervo mediano está comprometido. Em alguns casos também é realizada uma eletroneuromiografia para confirmação.
O tratamento é feito com a imobilização do punho e o uso de anti-inflamatórios não hormonais, sempre levando em consideração questões individuais dos pacientes.
12. Febre reumática
A febre reumática é um processo inflamatório das articulações, que tem início após um quadro de infecção na garganta pela bactéria estreptococo que não foi tratado corretamente. Assim o paciente desenvolve diversos sintomas de artrite, como dor, dificuldades para caminhar e inchaço.
O problema surge em surtos e pode atingir pessoas de todas as idades, mas a maioria dos casos desenvolve-se em crianças entre 5 e 15 anos. A doença exige muita atenção, pois se não for tratada irá evoluir e gerar complicações graves no cérebro e no coração, levando até mesmo à morte.
O tratamento envolve o uso de anti-inflamatórios e injeções regulares de penicilina benzatina
13. Infecção por vírus também pode causar dor nas articulações
Em alguns casos, a dor nas articulações é causada pela infecção por vírus. O agente causador da Zika e Chikungunya é um exemplo de micro-organismo capaz de desencadear esse sintoma reumatológico.
O paciente também pode sofrer de mal-estar, perda de apetite, dor ao redor dos olhos, febre e cansaço. Tudo vai depender do tipo de vírus presente no organismo.
O tratamento deve ser feito conforme a doença diagnosticada e pode envolver o uso de medicamentos, indicação de repouso e hidratação. O médico também pode receitar analgésicos para aliviar as dores nas juntas.

14.Osteomielite
A osteomielite é uma infecção óssea causada por micro-organismos. O problema faz com que a parte mole no interior dos ossos inche e pressione a parte rígida, o que em alguns casos interrompe o fluxo sanguíneo e causa a morte dos tecidos naquela região.
Os pacientes se queixam de dor nas articulações, inchaço, febre e perda de peso. O diagnóstico ocorre por meio de exames de sangue, de imagem e também com a análise de uma amostra do osso afetado. Já o tratamento é feito com o uso de antibióticos por algumas semanas. Em certos casos, é necessária uma cirurgia para retirar a parte do osso que foi atingida.
15. Artrite psoriática e dor nas articulações
A artrite psoriática é uma doença autoimune que atinge as articulações das pessoas com psoríase, uma enfermidade que causa lesões na pele. Geralmente, a psoríase desenvolve-se primeiro e só depois passa a atacar as juntas. Há uma estimativa de que 15 a 20% das pessoas com psoríase vão sentir dor nas articulações em algum momento.
A doença não tem causas totalmente esclarecidas, mas existem alguns fatores de risco que merecem atenção:
- Idade entre 30 e 50 anos: é nessa faixa etária que ocorrem a maioria dos casos, atingindo homens e mulheres igualmente;
- Cor da pele: pessoas brancas são mais atingidas pela condição;
- Fator genético: é um componente importante do problema, já que pessoas com casos da doença na família estão mais propensas a desenvolvê-la.
Essa enfermidade pode atingir uma ou mais articulações, apresentando-se de forma assimétrica. Além da dor, é comum haver vermelhidão, inchaço e rigidez nas juntas.
O diagnóstico é feito por meio da análise dos sintomas, já que não existe um exame específico para confirmar o quadro. Entretanto, os reumatologistas podem solicitar exames de sangue para descartar outras condições e exames de imagem para observar quais são os reais danos às articulações.
O tratamento principal envolve o uso de diversos medicamentos, como anti-inflamatórios, corticoides e modificadores do curso da doença, além de fisioterapia para manter a função da articulação. Contudo, trata-se de uma doença crônica, sem cura. Assim, o paciente irá passar por períodos de remissão e fases em que a doença estará ativa.

16. Epicondilite
A epicondilite é uma inflamação do tendão do cotovelo causada principalmente por movimentos repetitivos. A condição ganhou o nome popular de “cotovelo de tenista” por atingir esses profissionais com alguma frequência devido às características de sua profissão. Os principais sintomas são:
- Dor na região do cotovelo, que pode piorar conforme o tipo de movimentação. A dor também pode irradiar pelo braço, chegando até o punho. O local se torna sensível ao toque;
- Dor nas articulações ao fazer movimentos simples do dia a dia, como segurar um lápis ou uma xícara. O sintoma também se apresenta ao fazer movimentos de torção, como girar uma maçaneta;
- Incômodo que persiste ao levantar o braço para, por exemplo, alcançar um objeto sobre um armário;
- Incômodo e rigidez ao esticar o braço. Pessoas com essa inflamação podem ter problemas para apontar para algo ou tentar alcançar um objeto distante.
De forma geral, a dor começa branda e evolui gradativamente, podendo se tornar crônica e durar meses ou anos. A condição é diagnosticada pelo reumatologista em um exame clínico e também por meio da análise do histórico do paciente.
Na maioria dos casos, o tratamento é simples e a pessoa se recupera totalmente. O primeiro passo é interromper a atividade que está causando o problema, pois será necessário deixar o braço em repouso por algum tempo para que o tendão atingido se recupere.
Além disso, o especialista irá receitar medicamentos para aliviar a dor. Já as sessões de fisioterapia ajudam a reduzir a rigidez e fortalecer a musculatura ao redor.
Geralmente, isso é suficiente para tratar a condição. Mas, em casos raros (menos de 10%), o paciente não reage bem ao tratamento conservador e continua sentindo dores após esgotadas as principais opções. Nessa situação, é possível realizar uma cirurgia para reparar as estruturas prejudicadas.
17. Deficiência de vitamina D causa dor nas articulações
Dor nas articulações pode ser um sinal de falta de vitamina D. Essa vitamina é sintetizada pelo nosso corpo quando recebemos luz solar diretamente sobre a pele. No geral, expor-se ao sol três vezes por semana, por cerca de 15 minutos, é o suficiente para mantê-la nos níveis adequados.
Entretanto, há muitos casos em que os níveis tornam-se baixos, trazendo uma série de consequências para os ossos, as articulações e a saúde geral:
- Perda de massa óssea: um dos principais papeis da vitamina D no organismo é auxiliar a fixação do cálcio nos ossos. Então, quando ela está baixa, os ossos enfraquecem. Inclusive, esse é um dos fatores que levam ao desenvolvimento da osteoporose. Além de aumentar o risco de fraturas, a condição deixa a pessoa mais propícia a sentir dores em várias regiões do corpo;
- Perda de cabelo: é normal que todos percam de 50 a 100 fios de cabelo por dia. Entretanto, a baixa de vitamina D torna essa perda maior e dificulta a sua reposição;
- Perda de força muscular: além de interferir na força óssea, a baixa dessa vitamina faz com que os músculos percam força. Quando o assoalho pélvico é atingido, o paciente pode até mesmo sofrer com incontinência urinária.
Como avaliar os níveis de vitamina D
Os níveis de vitamina D podem ser avaliados por meio de um exame de sangue. Ao identificar a baixa, o médico irá receitar uma suplementação por meio de comprimidos. Ademais, o paciente também deve adotar alguns hábitos no seu dia a dia para elevar os níveis da vitamina ou, pelo menos, evitar que eles se tornem mais críticos.
Nesse sentido, a principal recomendação é tomar um pouco de sol todos os dias. Dê preferência para os horários em que o sol está mais fraco. Além disso, incremente sua dieta com alimentos ricos em vitamina D, como queijos, atum, salmão e carne bovina.
18. Ciatalgia e dor nas articulações
A ciatalgia ou dor ciática provoca dor nas articulações das costas e membros inferiores, podendo atingir a lombar, o quadril, o joelho e o pé, pois o nervo abrange uma área extensa.
O problema começa quando há algum tipo de pressão ou inflamação no nervo ciático, o que pode ocorrer devido a uma série de fatores, como hérnia de disco, bico de papagaio, espondilolistese, estenose lombar e tumores na coluna.
Além da dor, o paciente pode se queixar de sensibilidade, dificuldade de movimentação e piora dos sintomas ao realizar alguns movimentos. O problema se torna mais grave quando outros sinais surgem, como:
- Perda de força muscular;
- Febre;
- Perda de peso;
- Incontinência urinária.
Caso a dor surja logo após algum trauma ou haja histórico de câncer, é fundamental buscar ajuda médica imediatamente.
A dor ciática é diagnosticada com um exame clínico combinado aos achados em outros exames, como eletroneuromiografia, exames de sangue, tomografia computadorizada, ressonância magnética e tomografia.
Geralmente, a dor passa após um tratamento conservador que inclui diversas abordagens, variando conforme a causa principal do problema:
- Uso de anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares;
- Prática de alongamentos;
- Sessões de fisioterapia;
- Adaptações da postura no ambiente de trabalho e em casa;
- Perda de peso;
- Evitar sobrecarregar a coluna;
- Realização de exercícios de fortalecimento muscular.
Caso o paciente não melhore após algumas semanas, o especialista pode sugerir o tratamento cirúrgico. Geralmente, a intervenção tem o objetivo de descomprimir o nervo ciático.
Qual médico procurar para tratar dor nas juntas?
O médico que todos os pacientes devem, inicialmente, consultar para verificar a dor nas juntas é o clínico geral ou um médico da família. Esses profissionais avaliam as condições de saúde e fazem um diagnóstico inicial. Se necessário, eles encaminham o paciente a um especialista adequado, como um reumatologista.
O reumatologista é um médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças que afetam o sistema musculoesquelético, como artrite, osteoartrite e artrite reumatoide.
Ele é treinado para lidar com uma ampla variedade de condições, desde problemas relativamente simples, como tendinites e bursites, até doenças autoimunes complexas, como o lúpus.
Quando se trata de dor nas juntas, o reumatologista desempenha um papel crucial em ajudar os pacientes a identificar a causa subjacente da dor e desenvolver um plano de tratamento eficaz.

Como é feito o diagnóstico de dor nas articulações?
O diagnóstico da dor nas articulações envolve uma combinação de histórico médico detalhado, exame físico e, em alguns casos, exames complementares. Isso significa que o médico fará perguntas sobre a natureza da dor, sua duração, intensidade, localização específica, fatores desencadeantes e aliviadores, bem como quaisquer outros sintomas associados.
Durante o exame físico, ele examinará as áreas afetadas procurando sinais de inflamação, inchaço, calor, vermelhidão, limitação de movimento e sensibilidade. Ele também verifica a força muscular e a estabilidade das articulações.
Assim, dependendo dos sintomas e achados do exame físico, o médico solicitará exames complementares, como:
- Radiografias: para avaliar danos estruturais, como artrite ou lesões ósseas;
- Ressonância Magnética (RM) ou Tomografia Computadorizada (TC): para obter imagens mais detalhadas das regiões desejadas e tecidos moles ao redor;
- Análise de sangue: para detectar marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR) e o fator reumatoide, que podem ser elevados em condições como artrite reumatoide;
- Artrocentese: um procedimento no qual o líquido sinovial é retirado de uma articulação para análise laboratorial, sendo útil para diagnosticar condições como artrite séptica ou gota.

O que fazer para aliviar a dor nas articulações?
Pode-se aliviar a dor nas articulações com uma série de práticas. E o próprio paciente pode fazer muitas delas após receber uma orientação médica:
- Tratamentos com compressas quentes e frias: o tratamento com calor ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo e reduz a rigidez. Além de aplicar a compressa diretamente no local, o paciente pode tomar um banho quente. Usa-se essa opção em casos de gota, artrite reumatoide e osteoartrose, por exemplo. Por outro lado, a dor, o inchaço e a inflamação causadas por uma contusão terão uma melhora significativa com a aplicação de uma compressa fria;
- Fazer alongamentos: alongar-se regularmente causa um alívio imediato na região, além de melhorar a mobilidade e reduzir a rigidez. Lembre-se de que o repouso absoluto pode até piorar o problema;
- Massagem: massagear a região traz alívio e sensação de bem-estar. O paciente pode usar óleos hidratantes e até pomadas contendo analgésicos;
- Controlar o estresse: o estresse é um fator contribuinte para dores nas juntas e outros problemas de saúde. Por isso, é importante controlá-lo fazendo alterações no seu dia a dia. O primeiro passo é evitar ao máximo as situações estressantes, mas você também deve separar momentos para relaxar e fazer atividades prazerosas. Também é importante ter uma rotina organizada, com horários definidos para cada tarefa, além de estabelecer horários para se deitar e se levantar.
Como saber se a dor é nas articulações ou no músculo?
A principal forma de descobrir se a dor é nas articulações ou no músculo é observando com atenção o local no qual o sintoma aparece. A dor muscular costuma ser mais espaçada, atingindo boa parte do músculo e piorando quando o movimentamos.
Já a dor articular costuma se limitar à região da articulação e, em alguns casos, é muito difícil completar determinado movimento, o que não costuma ocorrer quando o problema é somente muscular.
A pessoa pode ainda apalpar o local da dor para identificar os pontos mais dolorosos. A dor muscular costuma apresentar-se de maneira mais superficial, dando a impressão de que é possível tocar no local exato. Porém, a dor articular tende a ser mais profunda e é geralmente acompanhada de outros sintomas, como rigidez.
O que pode ser quando a dor nas articulações atinge várias regiões do corpo?
Há casos em que o paciente sente dor nas articulações por todo o corpo, gerando uma grande preocupação. Mas, independentemente de quantas juntas são atingidas, o mais importante é investigar o problema e descobrir suas causas.
Existem várias doenças e situações que causam dor poliarticular, como artrite reumatoide, infecções, artrite psoriásica, síndromes de hipermobilidade e outros.
Quais são os tipos de articulações?
Entender mais sobre os tipos de articulações é importante para quem costuma sofrer com dores nessas regiões do corpo. Podemos classificá-las em três tipos:
- Fibrosas: a separação entre os ossos é mínima e há um tecido conjuntivo fibroso sem espaço entre as superfícies articulares. Apesar de terem uma elasticidade considerável, essas articulações destacam-se por serem imóveis ou terem baixíssima movimentação. Um exemplo são as articulações do crânio;
- Cartilaginosas: a separação é formada por uma cartilagem, sem a presença de uma cavidade articular. A mobilidade é baixa, mas maior do que as fibrosas. As articulações da coluna vertebral são um exemplo desse tipo;
- Sinoviais: são as articulações mais abundantes em nosso corpo, com grande amplitude de movimentos e possuem uma cavidade sinovial, com um líquido que ajuda na lubrificação e evita o atrito entre as partes. O ombro, o punho e os joelhos são exemplos clássicos desse tipo de junturas. Por terem mais mobilidade, são frequentemente expostas a cargas, o que faz com que apresentem dores e outros problemas com mais facilidade. Conforme o tipo de movimento que realizam, elas são subdivididas em três grupos: uniaxial, com um eixo de rotação, biaxial, com dois eixos de rotação, e poliaxial, com três eixos de rotação.
Quando a dor nas articulações necessita de cirurgia?
A dor nas articulações só necessita de cirurgia nos casos mais graves, quando não houver uma boa resposta aos tratamentos conservadores. Atualmente, há uma série de procedimentos disponíveis, e alguns deles são minimamente invasivos, necessitando apenas de incisões mínimas. Isso torna a intervenção mais segura, reduz o tempo de recuperação e minimiza as chances de complicações.
Além disso, a grande evolução no tratamento das articulações permite que se façam grandes intervenções com total segurança. É o caso de quando o desgaste e a degeneração nas juntas do quadril e do joelho estão muito avançados e o paciente pode receber uma prótese. Assim, é possível livrar-se da dor e levar uma vida com mais qualidade.
Por que a dor nas articulações piora no inverno?
A dor nas articulações realmente piora no inverno e a resposta está em como nosso corpo reage às temperaturas mais baixas. Resumidamente, quando a temperatura cai, o organismo precisa encontrar formas de manter o calor e uma delas é contraindo a musculatura. Essa contração é involuntária, comandada pelo sistema nervoso central.
Isso faz com que haja uma menor circulação sanguínea e a consequente redução de oxigênio circulando pelo corpo. Assim, há um aumento da produção de ácido láctico, que potencializa a sensação de dor.
Outra explicação simples para o fenômeno é que, no frio, as pessoas costumam ficar mais encolhidas, sobrecarregando as articulações e desencadeando o incômodo, sobretudo em quem já sofria do problema previamente.
Para proteger-se da dor nas articulações no frio, continue a fazer exercícios, pois eles mantêm a temperatura adequada e a boa circulação sanguínea. E não se esqueça de ficar sempre bem agasalhado.

Como prevenir a dor nas articulações?
A prevenção da dor nas articulações envolve várias estratégias, incluindo:
- Manter um peso saudável: o excesso de peso coloca pressão extra nas juntas, aumentando o risco de desenvolver condições como osteoartrite. Por isso, manter um peso saudável reduz o estresse em todo o corpo e ajuda a prevenir a dor;
- Praticar exercícios regulares: exercícios de baixo impacto, como natação, caminhada, ciclismo e yoga, fortalecem os músculos ao redor das juntas, melhoram a flexibilidade e ajudam a manter a saúde articular;
- Adotar uma boa postura: manter uma postura adequada ao sentar, ficar de pé e levantar objetos reduz a pressão sobre as articulações e previne lesões;
- Evitar movimentos repetitivos: recomenda-se, se possível, evitar atividades que exijam movimentos repetitivos, pois elas podem aumentar o risco de lesões e dor crônica;
- Proteger as articulações durante atividades físicas: é importante utilizar equipamentos de proteção adequados durante atividades esportivas ou de lazer para reduzir o risco de lesões;
- Manter uma dieta equilibrada: uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e ácidos graxos ômega-3 diminui a inflamação no corpo e promove a saúde das juntas;
- Beber bastante água: manter-se hidratado é importante para a saúde articular, pois a água ajuda a preservar o líquido sinovial, que lubrifica e protege as articulações;
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool: o tabagismo e o consumo excessivo de álcool aumentam a inflamação no corpo e prejudicam a saúde articular.
Mitos e verdades sobre dor nas articulações
Muitas pessoas acreditam que as juntas doem quando está perto de chover e que o clima frio faz as dores ficarem ainda piores. Mas será que isso é verdade? Neste tópico, desmistificamos algumas teorias que rondam a dor nas articulações para que você entenda o que realmente acontece.
Dor nas juntas significa que está prestes a chover
MITO. Embora algumas pessoas sintam conexão entre as dores articulares e as mudanças climáticas, não existem evidências científicas para apoiar essa afirmação.
Dores articulares podem ser um sinal de inflamação
VERDADE. A inflamação é uma resposta natural do corpo a lesões ou infecções, podendo causar dor, inchaço e rigidez.
Dor articular é apenas um sinal de envelhecimento
MITO. Embora a idade aumente o risco de problemas nessas regiões, a dor articular não é exclusiva dos idosos. Nesse sentido, pessoas de todas as idades podem experimentá-la devido a lesões, condições médicas ou estilo de vida.
Lesões podem causar dores articulares
VERDADE. Torções, entorses e outras lesões têm a capacidade de danificar as estruturas de uma articulação, causando dor aguda a longo prazo.
Dor nas articulações significa que você deve evitar exercícios
MITO. Na verdade, o exercício regular fortalece os músculos ao redor e ajuda a reduzir a dor nas articulações e a rigidez. No entanto, é importante escolher atividades de baixo impacto e consultar um médico para orientação específica.
Excesso de peso pode aumentar o risco de dores nas articulações
VERDADE. O peso extra coloca pressão adicional nas articulações, especialmente nos joelhos, quadris e coluna, aumentando o risco de dor e danos.
Todas as dores articulares são artrites
MITO. Embora a artrite seja uma causa comum de dor articular, existem muitas outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como lesões, bursite e tendinite.
Fatores genéticos podem influenciar o risco de dores articulares
VERDADE. Algumas condições articulares, como osteoartrite e artrite reumatoide, têm uma predisposição genética, o que significa que você pode ter um risco aumentado se tiver familiares com essas condições.

A dor sempre piora com a idade
MITO. Embora algumas pessoas possam experimentar um aumento da dor articular com a idade, outras podem encontrar alívio por meio de tratamentos e mudanças no estilo de vida. Por isso, é muito importante realizar cuidados prévios e praticar exercícios de fortalecimento.
Existe tratamento para dor nas articulações
VERDADE. Desde medicamentos e terapias físicas até mudanças no estilo de vida e cirurgia, existem muitas opções de tratamento disponíveis para gerenciar e reduzir a dor nas articulações. Para isso, o paciente precisa procurar atendimento médico especializado e realizar os exames necessários. Lembre-se de que sentir dor não é normal.