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Osteoartrose e seus sintomas: descubra o que é e como tratar

ilustração de homem tocando no joelho com osteoartrose - site Dr. Marcelo Corrêa

A osteoartrose é uma das condições crônicas articulares mais comuns. Ela é degenerativa e atinge as cartilagens que recobrem as articulações para diminuir o atrito entre os ossos. Apesar de ser bem mais comum entre populações mais velhas, a degeneração pode ocorrer em qualquer idade. 

A cartilagem serve como um tipo de almofada, impedindo que os ossos se danifiquem durante o movimento. No entanto, pacientes com a condição crônica sofrem danos nessa estrutura mole, permitindo o atrito entre estruturas articulares. 

Aí surgem os sintomas de dor bastante comuns na doença que explicaremos mais à frente. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que 80% da população com mais de 65 anos possui o problema. Só no Brasil são cerca de 15 milhões de pessoas afetadas. Que tal entender mais sobre essa condição crônica tão comum? Continue lendo.

Osteoartrose vs. osteoartrite

Ouviu falar de osteoartrite ou osteoartrose e ficou preocupado? Não se confunda pelo nome, na realidade, as duas condições consistem na mesma doença. Condições reumatológicas, como essa, frequentemente são chamadas por muitos nomes e todas fazem parte das doenças conhecidas como “reumatismos”.

A afecção dolorosa também pode ser chamada de artrose ou doença articular degenerativa. Ela é muito comum nos consultórios reumatológicos e uma das principais causas de dores articulares na terceira idade.

Causas da doença reumatológica

Nem todos com degeneração da cartilagem possuem uma doença reumatológica. Na realidade, essa degeneração faz parte do processo de envelhecimento pelo qual todos passamos e somente em alguns casos chega a causar a artrose. Mas ainda não se sabe ao certo o que leva ao surgimento da doença. 

Mesmo assim, médicos definem que algumas pessoas encontram-se no grupo de risco para desenvolvê-la, como: 

  • Quem sofreu traumas anteriores, como articulações deslocadas ou lesões ligamentares;
  • Portadores de malformações articulares; 
  • Indivíduos obesos; 
  • Pessoas com problemas posturais ou que adotam má postura durante atividades de trabalho; 
  • Histórico familiar de artrose e outras doenças degenerativas;
  • Ocupação laboral que envolve movimentos repetitivos. 

Quem já possui osteoartrite em uma parte do corpo tem maiores chances de desenvolvê-la em outras articulações.

mulher tocando no joelho com osteoartrose

Principais sintomas da osteoartrose

O principal sintoma da osteoartrose é a dor articular, que pode ser leve ou intensa dependendo do comprometimento na articulação afetada. Em geral, pacientes reportam sentir dor quando se movimentam e melhora significativamente durante o repouso. 

Além disso, a articulação apresenta rigidez matinal que melhora com a atividade. Conforme o tempo progride, as dores tendem a ficar mais intensas e incapacitantes, especialmente quando o problema não recebe tratamento. 

Outros sintomas da doença incluem: 

  • Perda de flexibilidade e amplitude de movimento; 
  • Crepitar da articulação enquanto se move; 
  • Desconforto local quando a articulação é pressionada; 
  • Inflamação e vermelhidão. 

Somente em quadros mais avançados a articulação deve tornar-se inchada por causa da inflamação. 

Estágios da osteoartrose

A osteoartrose é caracterizada pela perda de cartilagem progressiva e, conforme sua progressão, danos ao osso. Ela é dividida em estágios de acordo com o comprometimento articular: 

  1. Estágio 1: a cartilagem ainda está começando a se desgastar e ainda pode ser considerada normal em exames de imagem neste momento; 
  2. Estágio 2: começam a surgir fissuras rasas na cartilagem já perceptíveis em exames. A maior parte dos pacientes ainda apresenta dor leve a moderada; 
  3. Estágio 3: as lesões na cartilagem são mais severas, também podem ocorrer lesões na cápsula articular. Dessa forma, surgem osteófitos, que são crescimentos anormais de ossos mais conhecidos como bicos de papagaio. Também é possível surgir um quadro chamado de esclerose óssea; 
  4. Estágio 4: toda a articulação apresenta lesões graves e danos ao osso. A articulação chega a desenvolver deformidades visíveis a olho nu. 

É importante saber que a osteoartrite é uma doença de desenvolvimento lento. Ou seja, quando diagnosticada ainda nos primeiros estágios, existem altas chances de controlá-la e evitar maiores problemas. 

Diagnóstico com reumatologista

O reumatologista pode realizar o diagnóstico clínico ao avaliar os sintomas e histórico de saúde do paciente. Tudo começa com uma conversa detalhada no próximo consultório para que o especialista consiga identificar fatores de risco envolvidos na doença. Depois, a avaliação física deve indicar a presença de inflamação e desgaste articular.

Caso existam fortes chances de osteoartrose, o médico ainda deve solicitar alguns exames complementares para confirmar o diagnóstico. Radiografias ou tomografias computadorizadas permitem avaliar o estado das estruturas ósseas articulares. 

A ressonância magnética também pode ser solicitada. Ela tem como objetivo definir se existem outras causas para a dor articular além da artrose. É possível identificar sinais de outras doenças reumatológicas ou lesões durante esse exame. 

Como ocorre o tratamento?

Não existe cura para osteoartrose, no entanto a doença pode ser controlada através dos métodos corretos. O reumatologista envolvido no caso deve prescrever medicamentos que ajudem a aliviar sintomas e evitam o desgaste articular que ocorre por causa do quadro degenerativo.

A maior parte dos medicamentos utilizados ajudam a controlar a dor e a inflamação, em especial no momento agudo. Eles são administrados por via oral ou por injeções diretamente na articulação afetada para trazer alívio rápido. 

Também é possível usar viscossuplementadores, como ácido hialurônico, para repor o líquido sinovial perdido. Ele é injetado diretamente no espaço articular e permite melhora nos sintomas e ganho de mobilidade. 

Quando aliados com fisioterapia, os medicamentos trazem excelente resultado para recuperação do movimento e da independência. É importante que pacientes consigam recuperar sua rotina e voltem a praticar atividades físicas para terem resultados ainda mais eficientes. 

Convivendo com a doença

Além dos tratamentos que já listamos, ainda é necessário passar por uma série de adaptações na rotina para conviver com a doença. Primeiramente, o paciente com osteoartrose deve perder peso para diminuir o atrito exercido sobre as articulações. 

Manter uma rotina de sono também ajuda a diminuir a dor e a inflamação. Assim como a prática de atividades físicas moderadas. Conseguir se exercitar por 20 a 30 minutos por dia já é o suficiente para perceber melhora. Mas consulte o médico antes de começar qualquer esporte. Atividades com muito impacto podem ser prejudiciais, especialmente sem a progressão adequada.

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Principais tratamentos reumatológicos

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O Dr. Marcelo Corrêa é formado pela UFPA, com residência em Clínica Médica pela Universidade de Taubaté e em Reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina e Mestrado em Reumatologia pela mesma instituição. CRM/PA 6388. RQE 5441.

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