Tratamento para osteoporose com o Dr. Marcelo Corrêa. Veja sintomas, possíveis causas e formas de tratamento para a doença.
O osso é uma estrutura densa que consegue suportar vários tipos de impacto e pressão. Existe um motivo para isso: ele é um tipo de alicerce do corpo e garante que todo o movimento pode ocorrer sem maiores problemas. Ou pelo menos é assim em pacientes sem osteoporose.
Quem é diagnosticado com a doença pelo reumatologista possui perda de densidade óssea em certas partes dos ossos. Isso ocorre por causa de uma diminuição na absorção de cálcio e outros minerais.
Dessa forma, os ossos deixam de ser uma estrutura sólida e ficam porosos, algo similar a uma esponja. Em alguns pacientes, pequenos impactos e quedas são o suficiente para gerar uma fratura grave. Sem o tratamento adequado, o indivíduo com a doença está em risco.
A osteoporose é uma condição que enfraquece os ossos, aumentando o risco de fraturas diante de pequenas quedas ou pancadas. Há até mesmo casos em que o osso se lesiona por esforços menores ainda, sem que haja qualquer acidente. O organismo não consegue mais repor o cálcio de forma eficiente, o que torna os ossos porosos e quebradiços.
A osteoporose é comumente classificada em 3 tipos conforme os fatores que levaram ao seu surgimento:
Senil: ocorre devido à deficiência de cálcio, sobretudo após os 70 anos. Nesse período pode acontecer um aumento do paratormônio, que é quando o cálcio está disponível no sangue, mas não é usado pelo corpo para a formação óssea. Apesar de o envelhecimento ser um processo natural, cuidados ao longo da vida podem prevenir o surgimento de doenças que enfraquecem os ossos;
Pós-menopausa: durante o processo de menopausa, o corpo da mulher passa por alterações hormonais importantes. Uma delas é a redução da produção de estrogênio, um hormônio crucial para a formação de massa óssea. Essa variação da enfermidade está muito associada a fraturas de vértebras, por isso, é importante que as mulheres façam um acompanhamento médico regular após a menopausa;
Secundária: surge como consequência de outro problema de saúde ou em decorrência do uso de alguns medicamentos. Doenças endócrinas, problemas renais crônicos e distúrbios gastrointestinais podem estar por trás da enfermidade. No caso dos medicamentos, podemos citar os corticoides de uso prolongado, quimioterápicos e inibidores de bomba de prótons.
Sim. A osteoporose é considerada grave, já que pode ocasionar fraturas, que reduzem a qualidade de vida do paciente e, em alguns casos, geram complicações mais sérias, como sequelas e até mesmo morte.
Outro fator que torna a enfermidade preocupante é seu caráter silencioso, pois, geralmente, o problema avança sem ser diagnosticado, já que o paciente não observa qualquer sintoma. Então, o quadro só é percebido quando já está avançado e ocorre uma fratura por um esforço mínimo.
Além disso, a condição atinge principalmente os idosos. Nessa fase da vida, as estruturas do corpo estão mais frágeis, e a recuperação de lesões, como fraturas, é mais complicada e demorada.
Muitas vezes o paciente precisa passar por cirurgias para correção dessas fraturas, o que pode representar um risco mais elevado dependendo da região atingida e da gravidade. Fraturas no quadril, por exemplo, exigem um tempo maior de recuperação e podem levar a complicações.
Por fim, após as intervenções cirúrgicas, alguns pacientes perdem parte de sua autonomia, já que há casos em que a mobilidade fica prejudicada.
A doença é especialmente comum em mulheres após a menopausa. A falta do hormônio estrogênio prejudica a absorção de minerais, em especial o cálcio, e sua fixação nos ossos. No entanto, homens também podem desenvolver o problema.
Outros fatores também aumentam as chances de desenvolver o problema. O tabagismo, por exemplo, é um fator de risco muito conhecido. Pessoas sedentárias ou obesas também estão mais expostas, assim como pessoas que consomem bebidas alcoólicas em excesso.
A vitamina D tem recebido mais atenção nos últimos anos como uma das envolvidas no surgimento da doença. Indivíduos que não se expõem ao sol com frequência e não realizam suplementação da vitamina também entram no grupo de risco.
Algumas doenças aumentam o risco do surgimento de osteoporose, como:
– Anorexia nervosa;
– Doença de Crohn;
– Síndrome de Cushing;
– Hipertireoidismo;
– Depressão.
Considera-se a osteoporose como uma doença reumática que surge pelo desequilíbrio entre a destruição e formação de massa óssea. Com a menor fixação de minerais, os ossos passam pelo processo de destruição com maior velocidade e ficam porosos.
Mulheres que não produzem hormônio estrogênio em quantidades adequadas começam a passar por esse processo mais cedo. Para outros pacientes, é possível que isso ocorra como parte do processo de envelhecimento, ou seja, desencadeado por outras doenças.
Infelizmente, o primeiro sinal perceptível da osteoporose costuma ser uma fratura, já que a enfermidade é extremamente silenciosa, o que a torna ainda mais perigosa. Entretanto, há casos de pacientes que sofrem com dores nas costas antes mesmo que ocorra uma fratura, pois o enfraquecimento ósseo provoca alterações estruturais e funcionais nas vértebras.
A osteoporose desenvolve-se silenciosamente ao longo de anos e raramente causa sintomas nos estágios iniciais. Pacientes algumas vezes desenvolvem problemas de coluna e demoram a perceber sua origem.
Conforme a doença torna-se mais grave o paciente pode apresentar:
– Dores ósseas;
– Dor lombar;
– Perda de estatura (por colapso das vértebras da coluna);
– Fraturas frequentes.
Idosos são um público que está especialmente em risco quando afetados pela doença. Por causa do processo de envelhecimento eles possuem menos equilíbrio e estão mais sujeitos a quedas. E mesmo quedas de pequenas alturas chegam a causar fraturas graves nesse tipo de paciente.
Quando um paciente apresenta dor na região lombar ou em outras partes do corpo com frequência o médico pode recomendar o exame de densitometria óssea. Esse é o principal método de diagnóstico da doença e também é recomendado para pessoas que fazem parte do grupo de risco.
O exame mede a densidade óssea nos locais mais afetados pela doença: a coluna lombar e o fêmur. Ele também é indicado para pacientes que sofreram uma lesão nesses ossos como consequência de quedas.
Mulheres acima dos 65 anos e no período pós-menopausa devem realizar o exame anualmente. Seus resultados podem indicar densidade normal, osteopenia (densidade diminuída geralmente como resultado do envelhecimento ou de osteoporose).
Os problemas causados nos ossos pela osteoporose são praticamente irreversíveis. Por isso, o ideal é identificar o problema ainda em seus estágios iniciais, quando não existem sintomas. Isso ajuda o médico reumatologista a controlar o quadro e diminuir as chances de fratura.
É importante frisar que os medicamentos usados para tratar a condição não revertem a perda de densidade óssea, somente a controlam. O objetivo do tratamento é diminuir a progressão da doença e proporcionar maior qualidade de vida ao paciente.
O tratamento medicamentoso começa a ser aplicado em pacientes na etapa da osteopenia, quando a perda de massa óssea se inicia. Isso pode incluir reposição de vitaminas, especialmente a D, e cálcio. O recomendado é manter uma ingestão de 1200 mg de cálcio por dia e pelo menos 800 UI (unidades internacionais) de vitamina D diariamente.
Outros medicamentos usados no tratamento tem como objetivo aumentar a fixação de cálcio nos ossos. Em mulheres, é possível que seja necessário tratar os efeitos da menopausa através de reposição hormonal ou de remédios que imitam o efeito do estrogênio, como os bifosfonatos.
Pacientes também devem realizar pequenas mudanças em seu estilo de vida para conseguir sucesso no tratamento da osteoporose. A dieta, por exemplo, pode ser incrementada com alimentos ricos em cálcio para auxiliar a ingestão diária. Ao mesmo tempo, é importante deixar de consumir bebidas alcoólicas e evitar o cigarro.
Outra recomendação de especialistas é manter uma prática saudável de atividades físicas. Na terceira idade elas ajudam a melhorar o equilíbrio e movimentos do cotidiano para evitar as quedas. Além disso, fortalecem os músculos e ajudam a conter os efeitos do envelhecimento que agravam a condição.
Médicos incentivam também a exposição diária ao sol. O recomendado é cerca de 20 a 30 minutos por dia entre 6h e 10h para evitar os horários de maior incidência de raios ultravioleta.
Pacientes com a patologia frequentemente aumentam seus níveis de sedentarismo. Afinal de contas, parece horrível ousar se mexer muito e acabar sofrendo uma fratura. Mesmo assim, é importante aprender a conviver com a doença e evitar a todo o custo ficar parado.
Quanto menos o corpo se movimentar, maiores serão os efeitos da sarcopenia, perda de massa muscular que ocorre durante o envelhecimento. Isso causa ainda mais desequilíbrio em atividades cotidianas, como caminhadas simples.
Para conseguir conviver com a doença e obter melhores resultados com o tratamento é importante manter um estilo de vida ativo. Além de realizar as atividades físicas recomendadas, procure caminhar sempre que possível. Isso também combate o excesso de peso, um dos agravantes da condição.
O ideal é realizar pequenas alterações na residência para conseguir realizar movimentos do dia a dia com menor risco. Evite deixar tapetes soltos no chão, optando sempre pelos antiderrapantes. Mantenha também a iluminação de ambientes adequada para evitar tropeços em móveis. A prevenção de quedas é uma das prioridades, especialmente para quem possui graus mais avançados da doença.
É possível sim prevenir a osteoporose. Mas esse processo preventivo deve ocorrer durante toda a vida, ao adotar hábitos saudáveis tanto de prática de atividades físicas quanto de alimentação. A alimentação rica em cálcio deve ocorrer desde a infância, incluindo vegetais e derivados de leite que ajudem a repor o mineral. Pessoas no grupo de risco podem visitar um nutricionista para receber mais recomendações alimentares.
Mulheres que estão no início da menopausa precisam de cuidados especiais. Além de realizar visitas de rotina ao médico, precisam evitar hábitos que aumentem as chances de surgimento da osteoporose, como fumar e ingerir bebidas alcoólicas em excesso.
Quem toma remédios de uso contínuo também precisa de atenção. Alguns medicamentos prejudicam a fixação de cálcio nos ossos e é comum que o reumatologista indique exames de densitometria óssea rotineira para realizar um diagnóstico precoce.
Vamos esclarecer alguns mitos e verdades em relação ao problema. A lista a seguir também serve de guia para entender alguns dos principais conceitos relacionados à condição. Acompanhe.
VERDADE. Esse tipo de reumatismo é crônico e progressivo. Entretanto, o tratamento ajuda a frear seu avanço e pode impedir uma série de complicações. Além disso, ao ser diagnosticado e tratado, o paciente também será orientado sobre mudanças em seu dia a dia que podem reduzir o risco de fraturas.
VERDADE. A enfermidade se desenvolve nos homens, embora a maioria dos casos ocorra em mulheres na terceira idade. As estimativas indicam que 1 homem é diagnosticado com o problema a cada 4 mulheres.
Essa diferença pode ser explicada pela grande redução de estrogênio após a menopausa, já que esse hormônio tem grande contribuição na formação óssea. O estrogênio também está presente no organismo masculino, mas em menor quantidade.
MITO. Embora seja mais comum na terceira idade, a osteoporose pode se instalar em pessoas mais jovens. Nesses casos, a doença é do tipo secundária, tendo relação com o uso prolongado de algum medicamento ou com a presença de alguma condição clínica.
Até crianças e adolescentes podem sofrer do problema devido ao uso de medicamentos, como a cortisona, por longos períodos, ou por alguma doença crônica.
Anorexia, bulimia, doença celíaca, artrite reumatoide e espondilite anquilosante estão entre as enfermidades que podem causar fraqueza óssea.
VERDADE. Como discutimos ao longo do texto, a enfermidade não costuma apresentar qualquer sintoma até que ocorra uma fratura. Quando atinge essa fase, significa que a doença já está em estágio avançado.
VERDADE. Essa é uma doença associada a uma predisposição genética. Então, pessoas com casos na família devem ficar atentas e fazer acompanhamento com um reumatologista.
Em 2012, um estudo publicado na Nature Genetics identificou 56 genes ligados à densidade óssea. Além disso, 14 deles têm alguma relação com um maior risco de fraturas.
VERDADE. Para prevenir a doença é essencial que a alimentação tenha as quantidades recomendadas de cálcio desde a infância. Essa substância está presente principalmente no leite e seus derivados. Mas também é encontrada em castanhas, nozes, folhas verdes e alguns peixes, como salmão e sardinha.
Além da boa alimentação, é fundamental que o indivíduo tome pelo menos alguns minutos de sol diariamente, para haver produção de vitamina D, que ajuda na absorção do cálcio.
MITO. A fragilidade óssea pode levar o paciente com o problema a pensar que nunca mais deve fazer exercícios. Mas, na verdade, a atividade física é um dos pilares do tratamento, pois estimula a formação óssea, o que previne futuras fraturas, além de fortalecer a musculatura para melhorar a estabilidade e reduzir os esforços sobre os ossos.
Entretanto, os exercícios para esses pacientes precisam ser orientados por um profissional, que levará em consideração a condição de saúde do indivíduo, suas características particulares e preferências.
O Dr. Marcelo Corrêa é formado pela UFPA, com residência em Clínica Médica pela Universidade de Taubaté e em Reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina e Mestrado em Reumatologia pela mesma instituição. CRM/PA 6388. RQE 5441.
Tr. do Chaco, 1503.
Tel: (91) 3239 9000/
99107-9480
Tr. José Malcher, 2218,
entre 3 de maio e 14 de abril.
Tel: (91) 98421-8148
Tr. 9 de janeiro, 456,
entre Domingos Marreiros
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