Tratamento para Fibromialgia com o Dr. Marcelo Corrêa. Veja sintomas, possíveis causas e formas de tratamento para a doença.
Alguns dos sinais da fibromialgia são: dor frequente por todo o corpo; cansaço em excesso; sono que não permite o descanso do organismo e maior predisposição a problemas, como ansiedade, depressão e outras doenças reumatológicas. A doença ainda é pouco conhecida pelo público, mas bastante comum na população.
Conheça um pouco mais sobre suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento abaixo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia é a causa mais frequente de visitas ao seu reumatologista. Ela propicia uma variedade de sintomas, tendo como sua principal característica a dor. A síndrome ainda é bastante estigmatizada e mal compreendida, dificultando seu diagnóstico pelo profissional da saúde.
Apesar de ser muito presente na população em geral, as mulheres entre 40 a 60 anos são as mais afetadas. Pacientes portadores da síndrome podem apresentar todos os tipos de dores, de dor nas costas a dor na coluna cervical, porém não apresentam qualquer tipo de distúrbio articular ou muscular.
Além disso, ela é crônica, portanto seus sintomas devem durar pelo menos três meses para que os reumatologistas confirmem o diagnóstico com mais precisão. A doença frequentemente se manifesta com comorbidades, como outras doenças reumatológicas, incluindo artrite reumatoide que piora ainda mais o quadro de dores nas juntas.
A fibromialgia causa dor em diversas partes do corpo, mas o Colégio Americano de Reumatologia estabeleceu o conceito dos 18 focos de dor da doença. Nem todos os pacientes vão apresentar queixas nos mesmos locais, mas essa definição ajuda a entender melhor o comportamento da doença e também pode ser importante durante o processo de diagnóstico. São eles:
Cervical;
Dorso;
Ombro esquerdo;
Ombro direito;
Braço esquerdo;
Braço direito;
Antebraço esquerdo;
Antebraço direito;
Mandíbula esquerda;
Mandíbula direita;
Abdome;
Lombar;
Quadril esquerdo;
Quadril direito;
Coxa esquerda;
Coxa direita;
Perna esquerda;
Perna direita.
A fibromialgia atinge principalmente os músculos e tecidos moles, fazendo com que surjam pontos em que a dor é mais intensa, com relatos de sensibilidade ao toque. Podemos destacar áreas como o pescoço e os ombros, por exemplo.
Mas é muito comum que a doença atinja pelo menos uma área da coluna, como a lombar, além de quadris, joelhos e até os cotovelos. Embora haja os chamados pontos sensíveis, a dor dessa enfermidade é extremamente difusa e irá variar de pessoa para pessoa. É comum que ao descreverem os sintomas os pacientes digam que “tudo dói”.
Esse incômodo generalizado também pode estar acompanhado de outras queixas, como fadiga, dificuldades para dormir, rigidez matinal e sensibilidade aumentada diante de mudanças de temperatura.
O diagnóstico da fibromialgia é principalmente clínico. Em geral, pacientes procuram o especialista em reumatismo e doenças similares quando apresentam dores generalizadas ou localizadas, como dor na lombar.
Para muitas pessoas, a dor não é sinal de alarme inicialmente. Por isso, deixam para buscar o médico somente quando a condição já se tornou incapacitante, prejudicando inclusive sua habilidade de trabalhar e realizar tarefas domésticas.
Não existem exames que indiquem a presença de fibromialgia. O que o reumatologista pode exigir são testes laboratoriais para descartar outras doenças que possam dar origem ao quadro de dor. A dor na costa relatada por muitos pacientes, por exemplo, pode ser causada até por osteoporose. Dependendo da faixa etária do paciente de seu histórico clínico é necessário descartar tais possibilidades inicialmente.
Além disso, os exames permitem encontrar doenças que podem ocorrer em conjunto com a com essa patologia. Isso ajuda a determinar o tratamento mais adequado para a doença.
Como mencionamos, a fibromialgia é diagnosticada por um reumatologista durante um exame clínico. Entretanto, se você suspeita que alguém na família sofra com a doença, as dicas seguintes podem ajudar na identificação:
Há queixa de dores em diversos pontos;
Há alterações no sono e no humor;
A pessoa apresenta cansaço extremo, mesmo que tenha dormido bem;
Há uma tendência ao afastamento de atividades sociais.
Ao identificar esses pontos, recomende que a pessoa marque uma consulta com um especialista imediatamente.
Essa é uma condição que não provoca inflamação ou degeneração em qualquer parte do corpo. Então, a falta de evidências físicas faz com que muitas pessoas duvidem de sua existência, acreditando que os sintomas são psicológicos ou apenas inventados.
Entretanto, essa é uma enfermidade real e alguns estudos muito específicos mostraram que o paciente sofre de uma ampliação dos impulsos dolorosos enviados pelo cérebro. Esse tipo de reação desregulada ainda não foi totalmente compreendido, mas nos últimos anos o entendimento sobre a condição aumentou significativamente.
Embora na prática clínica cotidiana não seja possível observar essas alterações nos impulsos dolorosos, a observação do cérebro de pacientes com a doença durante estudos mostram sinais que comprovam sua existência.
O diagnóstico da fibromialgia é bastante complexo, porque existem diversas outras doenças reumatológicas que simulam um quadro parecido. Até pessoas com hipotireoidismo crônico podem apresentar dor difusa e cansaço como principais sintomas.
Dessa forma, o médico reumatologista responsável deve descartar qualquer outra possibilidade antes de determinar o quadro. É claro que duas condições podem coexistir, algo especialmente comum no caso da fibromialgia.
Mesmo assim, identificá-las é importante para proporcionar um tratamento mais eficiente. Condições, como dor no final da coluna, podem ser extremamente limitantes e fazer com que o paciente perca sua independência ao longo do tempo.
Assim, o indivíduo fibromiálgico também tende a desenvolver problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, especialmente quando não tratado.
Ainda não existe uma causa definida para o surgimento da fibromialgia. No entanto, algumas hipóteses ajudam a determinar quem possui maior risco de desenvolvê-la e, portanto, precisa de acompanhamento precoce de um médico reumatologista. Pessoas com histórico familiar da síndrome, por exemplo, costumam sofrer com o problema com mais frequência.
Estresse crônico também parece estar relacionado à fibromialgia, assim como situações graves de trauma psicológico ou físico. Tais condições, especialmente quando repetidas, prejudicam a liberação de hormônios que podem alterar as reações do corpo à dor. Assim, pequenos estímulos podem provocar dores intensas e incapacitantes.
Especialistas já procuraram relação com problemas autoimunes e inflamatórios sem sucesso. Frequentemente, pacientes fibromiálgicos apresentam dor na lombar e em outras partes do corpo sem qualquer sinal de inflamação.
O principal sintoma da síndrome fibromiálgica é a manifestação de dor forte em situações e pontos incomuns, nos quais outras pessoas não as sentiriam. Uma simples dor na coluna lombar, por exemplo, pode parecer muito mais intensa para esses pacientes.
Hoje em dia trabalha-se com o conceito de “pontos de dor”, que são locais onde pessoas diagnosticadas com a condição costumam apresentar esse desconforto intenso. Os pontos dolorosos podem variar de acordo com cada paciente. Algumas pessoas sentem dor nas juntas, dor no meio das costas, dor nas articulações da mão ou em outros pontos sensíveis espalhados pelo corpo.
Pacientes com quadros dolorosos também podem apresentar sintomas psicológicos sem origem conhecida, como cansaço excessivo e desânimo. Também é comum apresentar dor de cabeça, sono não reparador e dificuldades de memória.
Essa condição não causa deformidades ou qualquer dano às articulações, tecidos e órgãos. Embora essa enfermidade seja crônica, com possibilidade de durar a vida toda, ela não traz prejuízos para a movimentação e também não leva à morte.
Com o tratamento adequado, muitos pacientes conseguem melhoras significativas e até ficam livres de sintomas por longos períodos. Em suma, essa é uma doença que deve ser controlada, com o tratamento acompanhando a evolução e intensidade dos sintomas.
A fibromialgia não mata, porém pode tornar-se um quadro bastante grave e incapacitante. Ela é uma condição crônica, portanto não possui cura. Pacientes afetados pelo problema sofrem com grande perda de qualidade de vida e independência, algo que piora ainda mais o quadro fibromiálgico.
Muitas pessoas que apresentam o problema sofrem com preconceito e falta de compreensão sobre a doença. Sem apoio familiar e de amigos o tratamento torna-se ainda mais difícil. Alguns pacientes relatam também maior isolamento social e medo de sair de casa em decorrência da doença, aumentando as chances do surgimento de problemas psicológicos.
Por isso, quem não inicia o tratamento tende a apresentar sintomas psicológicos bem mais graves que indivíduos tratados. Perda de memória e dificuldades de raciocínio são só alguns deles.
Como mencionamos, a doença é crônica e bastante complexa. Seus sintomas incluem manifestações físicas, como dores nas costas e dor na coluna cervical, combinadas com manifestações psicológicas. Portanto, é necessário incluir uma equipe multidisciplinar no tratamento.
O reumatologista deve realizar o diagnóstico e as primeiras recomendações. Ele também será o responsável por ajudar o paciente a controlar a dor, incluindo dores na lombar. Os medicamentos utilizados devem estimular a analgesia do próprio corpo e diminuir a recepção de dor pelo cérebro.
Alguns dos medicamentos também são usados para outras doenças, como alguns anticonvulsivantes e antidepressivos. Pacientes precisam ser bastante cuidadosos quanto ao uso de medicamentos para a dor. O reumatologista deve prescrever analgésicos e o indivíduo nunca pode automedicar-se. A ingestão de medicamentos não indicados pelomédico pode até prejudicar o quadro álgico.
Além do tratamento farmacológico, indivíduos com fibromialgia devem ter acompanhamento psicológico. Também é possível utilizar fisioterapia e exercícios físicos em etapas posteriores do tratamento, algo que ajuda a prevenir a dor e recuperar a independência.
O paciente precisará realizar alterações em sua rotina para conviver com a doença. Manter práticas saudáveis de atividades físicas e realizar acompanhamento constante com especialistas ajudará a manter o quadro estável.
Acupuntura como tratamento
A acupuntura é uma técnica que vem sendo utilizada há séculos para alívio da dor e relaxamento. Entretanto, até os grandes adeptos da prática concordam que ainda há uma carência de evidências científicas mais fortes.
Por outro lado, há inúmeros pacientes que relatam melhoras após algumas sessões de acupuntura. Sendo assim, é possível usar a técnica durante o tratamento, contudo as abordagens convencionais não devem ser abandonadas em hipótese nenhuma.
A fibromialgia tem grande impacto na saúde mental. Depressão e ansiedade são frequentemente diagnosticadas nos pacientes, que também apresentam diversas alterações comportamentais, como preocupação excessiva, baixa autoestima e sentimentos de culpa.
A enfermidade interfere na vida social do indivíduo, em seu rendimento no trabalho e até em suas relações pessoais. Devido ao fato de que muitas pessoas desacreditam do diagnóstico, pode haver um certo descaso de amigos e familiares.
Além disso, as emoções do paciente são capazes de interferir no quadro, já que sentimentos positivos reduzem os incômodos, enquanto sentimentos negativos pioram os sintomas.
Por isso, além do acompanhamento com o reumatologista, é importante que o paciente busque ajuda de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.
Muitas vezes o paciente com a condição tende a recorrer a anti-inflamatórios e outros remédios para dor. Entretanto, esses medicamentos foram desenvolvidos para combater inflamações e reduzir a dor causada por danos teciduais. Entretanto, nessa doença não ocorre nenhuma dessas situações, então o efeito desses fármacos é bastante limitado.
Nessa enfermidade, o cérebro interpreta de forma exagerada os estímulos nervosos, então os medicamentos devem ser capazes de reduzir esses estímulos. É fundamental que o paciente evite a automedicação e consuma somente o que foi receitado pelo médico.
Não. Na verdade, a atividade física é uma forma eficaz de tratamento da fibromialgia, já que há a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar, além de melhorar a função cardiovascular e respiratória. O ganho de massa muscular e a redução da gordura corporal são outros benefícios importantes para a saúde de forma geral.
Alguns pacientes que sentem dor nas juntas podem ficar receosos com a prática de certos exercícios, mas é importante lembrar que nessa doença não há danos articulares como ocorre em outras enfermidades reumatológicas, então as pessoas estarão aptas a realizar grande parte dos exercícios.
De qualquer forma, práticas inadequadas podem trazer prejuízos para a saúde, por isso as atividades devem ser orientadas por um profissional e elaboradas individualmente, respeitando as limitações e preferências de cada um.
Atividades como hidroginástica e caminhada são as mais estudadas e de eficácia comprovada para os pacientes com essa condição. A pessoa deve iniciar a prática de forma gradual e encaixá-la na rotina para poder mantê-la a longo prazo, deixando de ser apenas um tratamento e tornando-se uma prática prazerosa.
O Dr. Marcelo Corrêa é formado pela UFPA, com residência em Clínica Médica pela Universidade de Taubaté e em Reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina e Mestrado em Reumatologia pela mesma instituição. CRM/PA 6388. RQE 5441.
Tr. do Chaco, 1503.
Tel: (91) 3239 9000/
99107-9480
Tr. José Malcher, 2218,
entre 3 de maio e 14 de abril.
Tel: (91) 98421-8148
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